A Partida

Fevereiro 3, 2010

As vezes as pessoas acham que estão no caminho certo e que estão seguindo seus sonhos mas na verdade esquecem o real sentido da vida, e nada melhor para relembrar isso é nada mais nada menos que a morte.

É o que acontece com um jovem violoncelista no filme japonês A partida, quando ele vê que sua paixão pelo violoncelo não o traz mais frutos ele parte para sua terra natal e arranja um emprego que seria uma espécie de Agente funerário que cuida dos preparativos para o funeral até a aparência do falecido e assim ele vai aprendendo cada dia mais com a morte e suas intermitências do que ele e todos ao redor dele já imaginou. A comicidade do sutil humor negro que este tipo de profissão vez ou outra carrega dá um to mais leve a um filme que poderia que poderia ter se tornado pesado e dramático.Mas a morte assim como a vida nunca estão sozinhos e sempre carregam redenção, perdão e amor.

O filme também nos faz lembrar que nem sempre podemos tornar nosso talento ou hobby em uma profissão e que o destino sempre reserva algo de diferente que está fora do nosso próprio entendimento.


9

Janeiro 28, 2010

Produzido e apadrinhado por Tim Burton o filme de animação do estreante diretor Shane hacker 9- A Salvação é um belo achado em meio a os filmes do gênero, a história nasceu de um curta deste mesmo diretor em projeto dos tempos de faculdade a temática é bem simples e já foi e já foi abordada antes mas nunca de maneira tão fascinante e graciosa. Em um futuro qualquer a raça humana é extinta pelas maquinas e o único traço restante de “humanidade” encontra-se em 9 “bonecos” que não passam de engenhocas com pedaços de alma humana, o ultimo deste grupo e que também dá titulo ao filme desperta tardiamente para juntar-se a os outros para salvar o que ainda resta humano que ainda vive. Mesmo sendo fixa a idéia de que estamos no futuro o filme carrega traços que nos remetem ao passado…numa época não muito distante da revolução industrial ,por exemplo. A terra se transformou em um grande maquinário onde se tem a impressão de que seu inofensivo liquidificador pode a qualquer momento ganhar vida e te atacar, estes tais bonecos são tão singelos e simples que mesmo sabendo que eles não passam de frutos de uma ciência controversa e que são espécies de maquinas também, é impossível não associá-los a seres humanos neste mundo onde nada tem “vida” cada um com personalidades distintas, emoções distintas mas que fazem parte de uma mesma alma um mesmo bem comum. A jornada do personagem 9 e seus companheiros é mais que uma simples aventura em uma terra sem lei, não apenas eles trazem carregam um feeling humano, mas parece que o destino e suas circunstancias são tão implacáveis como seria aos seres humanos, eles lidam com sentimentos, vontades e perdas, tudo aquilo a que estamos sujeitos. Afinal, o ser humano nem sempre está destinado a finais felizes e revigorantes, onde a única coisa que persiste , inevitavelmente, é a esperança.


Janeiro 18, 2010

Os sentimentos vivem submersos dentro de nós , e vez ou outra pertubados por alguma tormenta eles sobem a superficie e ficam ali, boiando à Deriva sujeitos a uma nova onda que leva-os a praia sem dano algum ou podem ainda sofrer novamente com as inteperies de um mau tempo.Felipa se descobre só e a deriva no mar de descobertas que é a adolescência e faz da natureza seu refúgio mergulhando no mar como se fosse uma forma de se purificar e sumir dentro de si mesma , mas as vezes a unica coisa que se quer e pegar um barco e remar de volta a praia e pisar em terra firme chamada realidade.  


Conto de fadas na neve.

Janeiro 10, 2010

Hoje em dia é comum atribuir visões psicologicamente e subliminarmente sinistras e assustadoras por traz dos antigos contos de fadas quer fazem parte do nosso imaginário, mas um filme sobre vampiros se encaixaria em uma fábula ou conto de fadas?.No filme sueco  Deixe ela entrar isso é possível é o fascínio sobre histórias de vampiros ganha sim  aspecto poético, lúdico e mágico que os contos de fadas tem. A jovem vampira de 12 anos “há muito tempo” Eli, ganha ares de branca de neve que mordeu uma maçã enfeitiçada com sangue de vampiro tornando-se ela também sugadora de sangue assassina mas que conserva de certa forma a candura infantil condizente com a idade que “tem” .A história se passa em um lugar onde tem muita neve, contribuindo ainda mais para esta atmosfera fabulosa da branca de neve, onde o vermelho do sangue sempre é destacado na neve. Nossa princesa vampira encontra no menino Oskar a imagem do possível príncipe encantado, mas que não pode tirar sua terrível maldição, mas no mínimo dar a ela um pouco de humanidade de ter, ao que parece, momentos de uma menina comum de sua idade.


Todos temos nossas noites de Blueberry.

Janeiro 6, 2010

Esse é o tipo de filme que conta mais do que propõe, é tudo incomodamente simples, incomoda por que é verdade. Por que em meio em tantas tortas de sabores diferentes uma sempre sobra? A algo de errado com ela?o problema e justamente esse, não há nada de errado, se houvesse, tudo seria mais fácil, e ela iria sem culpa pro lixo, mas a vida não é fácil e ela acaba indo pro lixo injustamente, e por que? Por que simplesmente ninguém pediu uma fatia dela, a vida é feita de escolhas e nos preocupamos tanto com nossas próprias escolhas que não damos importância alguma para as outras opções, lógico, do contrario cairíamos em duvida, e não há nada pior que a dúvida, mas é importante saber e ter um pouco de consciência de saber que alguém, em uma noite qualquer, uma má noite que seja, se alegraria justamente com o doce sabor daquela torta que iria pro lixo, mesmo que em sua opinião não seja a melhor torta de todas,mas nem por isso deixa de ser menos saborosa, as vezes depende se quem a serve, do lugar, do entorno e da situação afinal, sua escolha acabou sendo uma boa escolha,e tudo por que você percebeu isso.há tantas maneiras de se ser descartado quanto há chances de ser eleito,e sofrer conseqüências dessas escolhas, mesmo sendo as certas ou as erradas, é saber que se esta perdido, mas não fraco. È  tudo questão olhar um pouco pra dentro e um pouco pra fora, principalmente pra fora, pois o que acontece dentro nós temos conhecimento mas o que  acontece lá fora não conhecemos direito. Sabemos que se paga muito caro pela ingenuidade( a que não é sem auto-conhecimento) e por confiar demais nas pessoas, é caro, mas se paga, sem arrependimento, por que amoeda oscila, ora é um jaguar novinho, hora é o grande amor da sua vida, hora e uma viagem(ou duas) ou ate mesmo vira a bagatela de uma fatia de torta de Blueberry que muda tudo.

Kar Wai sintoniza perfeitamente o Jude e a Norah

Kar Wai sintoniza perfeitamente o Jude e a Norah

P.S Não poderia ter escrito esse texto tão bom assim em outro momento. E foi único dentre os últimos que realmente tem a cara do cinehall e o honra a que veio.

Dedico este post  David, e para todos que já tiveram suas noites de blueberry.

Natalie inpecável em suas "poker faces".

A vida em uma vitrine. ao olharmos pra dentro da vitrine dos cafés, vemos as coisas acontecerem.


Avatar

Dezembro 31, 2009

Ao contrario de histórias que vemos constantemente que falam da destruição da terra, Avatar nos remete justamente o oposto.A história se passa em outra época, um futuro qualquer, em um outro planeta, em uma galáxia qualquer, mas é impossível não nos inserirmos nesta realidade diferente e fazer de Pandora o retrato perfeito da terra,claro, se sua espécie humana não fizesse de tudo para destruir seu lar ao invés de integrar-se a natureza e evoluir junto com ela e não sair correndo na frente e deixar a terra “comendo poeira”. Vemos em Pandora tudo aquilo em poderíamos chegar um dia, uma atmosfera tão forte que potencializaria em umas cem vezes a capacidade da fauna e da flora e de tudo que compõe a natureza como a conhecemos hoje, oxigênio? reles componente do ar neste novo mundo. Os Na’vi seria a plenitude da evolução humana, ter “basicamente” uns 3 metros de altura seria uma vantagem e tanto.Longe de pretensões religiosas  nos perguntamos a todo momento como aquele tipo de vida nasceu, não seria nada mal James Cameron nos brindar com o que seria a “gênese de pandora” ou algo do tipo, mas talvez a graça esteja justamente ai,fazer com que nós mesmos criemos uma gênese para pandora na nossa imaginação ou até mesmo sonhar que a gênese de pandora esteja mesmo em um decadente, degradável, degradante e destoante  planetinha chamado terra.




Do começo ao fim

Dezembro 25, 2009

O que vemos na tela do novo filme do diretor Aluizio Abranches é o que podemos chamar de “poesia rodada” passando diante dos nossos olhos, vamos lendo a cada expressão no rosto dos personagens é um belo caso de “um olhar já diz tudo”.Esse filme poderia ser,sem maiores perdas, uma película do cinema mudo os diálogos nem são de tanta relevância assim, isto é, só é falado nada mais que o necessário, pois a trama é sustentada pela trilha sonora e as expressões humanas.O Drama é leve e não é exacerbado nem quando as pessoas falecem na história,, que por sinal, vira até um belo mote de humor negro da melhor espécie mais tarde.O filme tem hermetismo que nos comove e envolve a relação intima dos dois irmãos por parte de mãe Thomas e Francisco que nos fazem esquecer palavras como “incesto” e até mesmo “homossexualismo” jamais antes sequer imagináveis pertencendo à mesma frase. O ta “Começo” do titulo é obvio, agora, o “meio” é duvidoso nessa relação supra-fraternal, por que parece que a passagem da infância para a fase adulta da um salto muito grande , assim como também o salto para a vida sexual entre eles, e ficamos sem saber “do começo” rela de tudo…deixando uma lacuna, como se deu esse inicio?, jamais vamos saber, só imaginar, (Isso deve ter sido estratégia do diretor).Parece mais que os dois entediados em casa pensam juntos “vamos fazer isso agora?”e eles(e o diretor) o fazem, e muito bem de forma belíssima que nos fazem lembrar da frase de Ang Lee em O segredo de brokeback moutain que diz “ O amor é uma força da natureza” e ainda podemos incrementar dizendo: “da mesma, natureza”.


Do fim ao fim.

Dezembro 24, 2009

2012 é um divisor de águas( e põe água nisso!) no quesito filme-catastrofe longe de ser uma odisséia apocalíptica fundada em questões religiosas como comumente esse tipo  filme agrega, o que vemos é a ciência dando suas cartas e apostas. No caso, a ciência falha dos dias atuais, em contrapartida da sofisticada ciência de antigamente, criada pelos extintos povos maias.São deixados de lado também o drama de um trágico “que deus nos ajude” em ritmo de oração que estes filmes geralmente promovem, para um histérico e tragicômico “salve-se quem puder!” e episódios também muito comuns do tipo “Hora de fazer a Arca de Noé” nunca fora tão irônico e hilário ao ver os animais comportando-se melhor que os humanos. Inevitável também é amostrar a face da terra em uma espécie de “antes e depois” estava assim..agora está assim…, o que as vezes nos leva a acreditar que o mundo pode(quase) acabar  de uma forma assim; para poder vermos a “cara nova da terra”.E a tragicômicidade vai acompanhando o rebuliço até o final, tornado tudo ainda melhor, ou pior, dependendo de onde se esteja.


A Glória dos Bastardos Inglórios

Dezembro 20, 2009

Tarantino sempre nos surpreende mesmo que nos decepcione.Bastardos inglórios e uma amostra disto.Cenas sutis, corriqueiras, simples diálogos nunca são o que parecem ser, em se tratando de Tarantino, sempre geram certa tenção, a qualquer momento alguém morre, ou mata, e tem o escalpo da cabeça retirado a cru,sem que se estivesse esperando por isso, ou talvez até estivesse por que ele sempre dá um jeito de surpreender  em qualquer momento.No caso de cenas que são para deixar tensão não são nem assim…”meio copo de tempestade” .Absolutamente nada é descartável, tudo se aproveita, este é um dos motivos dos filmes de Tarantino ser divididos em capítulos e prólogos, e cá para nós,os prólogos já falam por si só e dependendo, poderiam até parar ali mesmo e teremos um curta excelente.Tarantino pode filmar qualquer coisa, ele tem um Midas para cinema mas quando se trata de contextos históricos como em bastardos, e visível as “limitações” dele e nem todas as licenças poéticas do mundo seriam suficiente para ele, em bastardos inglórios ele vai até onde dá, ao extremo.

Mélanie Laurent Como Shoshana Dreyfus, Rouba as cenas.


Alice da disney..ops, Do tim

Novembro 27, 2009

Depp é Depp. Alice nunca esteve tão "gostosa"

Acabo de ver o trailer de uma das estréias mais aguardadas de 2010, Alice in the wonderland de Tim Burton, confesso que causou mais estranheza que  empolgação, esta fiel demais ao clássico Disney, certo que a Alice da Disney já faz parte do nosso imaginário, foi imortalizada assim.isto é, pra quem não leu a obra de Lewis Carroll, onde se tem uma perspectiva muito mais so

mbria e psicológica, era mais ou menos isso o esperado também  de Burton, o que vi no trailer foi um boom de cores e alegorias carnavalescas exaltadas pelas mais avançadas técnicas visuais da Disney, mas espere…este filme é do Tim “para” a Disney, natural que faça uma casadinha com o clássico animado, o Tim não poderia simplesmente imprimir a sua marca independente dos parâmetros “Disney”.

Amo a Disney( mais a de antigamente, mas ainda assim amo) e também amo o Tim Burton só que ainda não conciliei uma coisa a outra é o mesmo que dizer” Hayao miyazaki é o Disney do Japão” não cola, mas é impossível não fazer  associações.Mesmo assim o filme deixa grandes expectativas e  promete não decepcionar.