Budapeste por Budapeste

Outubro 6, 2010

A amarela Budapeste e Costa

Uma ambrosia para os sentidos e em todos os sentidos, Budapeste não é cinza, e sim amarela como mistifica nosso protagonista Jose Costa, mas vamos mais alem, ouvimos as cores e vemos as palavras em um furor sinestésico entre a inspiração, imaginação e criação.è um homem em um território estranho com uma língua estranha, mas esses são o menores dos empecilhos que pode molestar uma alma já sem identidade e ofuscada, onde o verdadeiro território e linguagem realmente desconhecidos  está dentro de nós, e onde a razão e a emoção não encontram pontos de convergência.

 


A coroa cada vez pesa menos.

Setembro 7, 2010

E assim a monarquia ganha ares e contextos familiares, longe dos estereótipos heróicos e mitológicos que os filmes de reis e rainhas ostentavam nos idos do cinema histórico, essa nova onda de mostrar os bastidores das esferas reais pode ter começado com a rainha Elisabeth de Elen Mirren de A Rainha(2006) em uma trama contemporânea do tipo novela de Manoel Carlos, depois vem o show de plumas e paetês da rainha nada modesta de Kristen Dunst em Maria Antonieta de Sofia Coppola(2006) que trouxe contexto histórico pincelado com tintas da cultura pop.Em 2007  Shekhar kapur volta a puxar os babados da saía de sua Elisabeth I(1998), vivida novamente e apenas absolutamente por Cate Blanchet em Elisabeth a era de ouro, que alem do peso da coroa carrega as esferas de mito.

Neste ano somos novamente transportados ao mundo monárquico em A jovem Rainha vitória, uma ótima e surpreendente Emily Blunt vive a soberana do titulo que governa os idos de um novo século e alem de se tornar rainha, ela nos é mostrada como menina, moça e mulher adulta como qualquer outra apesar de nada mais nada menos ser rainha, passando por crisesfamiliares, amores, decepções, erros e moldando sua personalidade a partir disso tudo, é  trama que não tem nada de extraordinário e não faz nada para tentar o ser, apesar da bela e impecável reconstituição de época. Acompanhamos apenas a trajetória de uma mulher que apenas se tornou o que nasceu para ser sem revoltas e “esperneio” (sair bufando e batendo portas é típico dos adolescentes não seria diferente com jovens princesas) o seu único estigma era o de saber onde terminava sua personalidade e onde começava as manipulações para o seu governo, diante disso torna-se uma mulher sensata que se impõe na medida certa e equilibrada, talvez por isso uma personagem na história pouco falada e sem o timing de celebridades que Maria Antonieta ou Elisabeth pipocando em todo fuxico real, um governo marcante por ter sido duradouro e “saudável” por 20 anos.

A convincente Emily blunt e seu consorte.


De verso em verso.

Abril 23, 2010

Os efeitos e sensações arrebatadores que geralmente a musica e filmes musicais promovem, ou tentam promover, chegam a um estágio quase subliminar em Nine. As emoções e conflitos existenciais do ser humano entram no “palco” da sétima arte para promover a quebra de padrões de filmes apenas cantantes e felizes, sem excesso de plumas, paetês e “glamurices”, Nine vem cru e belo com a nota certa na hora certa falando nada mais nada menos que dos pormenores e peculiaridades que a fama pode trazer, especificamente para artistas como o Diretor “maestro” Guido Contini que teve uma vida não tão extraordinária assim para ganhar status de arista, ele, como tantos outros que existem e existiram fazem-se brilhantes apenas por o ser.O efeito metalingüístico do filme nos persegue até o final fazendo, na verdade, uma miscelânea de gêneros cinematográficos onde o sonoro é atenuado pelo show de  beleza e interpretação das mais belas atrizes do cinema atual.   


Longe de casa

Fevereiro 22, 2010

Esta magnífica remontagem de ficção cientifica mostra-se tão grandiosa quanto as batalhas intergalácticas sendo fiel quando promete não deixar quem não viu as antigas versões para a tv e cinema a ver estrelas. Star trek é um mundo que pode ser reinventado a cada década ou ano luz assim que o cinema necessitar de uma cruzada de proporções visuais estonteantes como esta a tripulação da USS interprises estará pronta para cruzar o espaço que limita nosso entendimento do fantástico e futurista. As relações humanas não são esquecidas nesta epopéia universal, até mesmo os extraterrestres não estão imunes a ética e moral dos humanos, fica a deixa que o que é certo e errado daqui também o é(ou deveria ser) em qualquer lugar no tempo-espaço. Com o tempo( e o inteligente uso deste) o volcano Spok (um ótimo Zachary Quinto despido do Sylar de Heroes) deixa sua arrogância de lado e uni-se ao humano Dirk em prol de algo comum onde o universo é que está em jogo e não seus já limitados planetas que um dia costumavam chamar de casa.


A Partida

Fevereiro 3, 2010

As vezes as pessoas acham que estão no caminho certo e que estão seguindo seus sonhos mas na verdade esquecem o real sentido da vida, e nada melhor para relembrar isso é nada mais nada menos que a morte.

É o que acontece com um jovem violoncelista no filme japonês A partida, quando ele vê que sua paixão pelo violoncelo não o traz mais frutos ele parte para sua terra natal e arranja um emprego que seria uma espécie de Agente funerário que cuida dos preparativos para o funeral até a aparência do falecido e assim ele vai aprendendo cada dia mais com a morte e suas intermitências do que ele e todos ao redor dele já imaginou. A comicidade do sutil humor negro que este tipo de profissão vez ou outra carrega dá um to mais leve a um filme que poderia que poderia ter se tornado pesado e dramático.Mas a morte assim como a vida nunca estão sozinhos e sempre carregam redenção, perdão e amor.

O filme também nos faz lembrar que nem sempre podemos tornar nosso talento ou hobby em uma profissão e que o destino sempre reserva algo de diferente que está fora do nosso próprio entendimento.


9

Janeiro 28, 2010

Produzido e apadrinhado por Tim Burton o filme de animação do estreante diretor Shane hacker 9- A Salvação é um belo achado em meio a os filmes do gênero, a história nasceu de um curta deste mesmo diretor em projeto dos tempos de faculdade a temática é bem simples e já foi e já foi abordada antes mas nunca de maneira tão fascinante e graciosa. Em um futuro qualquer a raça humana é extinta pelas maquinas e o único traço restante de “humanidade” encontra-se em 9 “bonecos” que não passam de engenhocas com pedaços de alma humana, o ultimo deste grupo e que também dá titulo ao filme desperta tardiamente para juntar-se a os outros para salvar o que ainda resta humano que ainda vive. Mesmo sendo fixa a idéia de que estamos no futuro o filme carrega traços que nos remetem ao passado…numa época não muito distante da revolução industrial ,por exemplo. A terra se transformou em um grande maquinário onde se tem a impressão de que seu inofensivo liquidificador pode a qualquer momento ganhar vida e te atacar, estes tais bonecos são tão singelos e simples que mesmo sabendo que eles não passam de frutos de uma ciência controversa e que são espécies de maquinas também, é impossível não associá-los a seres humanos neste mundo onde nada tem “vida” cada um com personalidades distintas, emoções distintas mas que fazem parte de uma mesma alma um mesmo bem comum. A jornada do personagem 9 e seus companheiros é mais que uma simples aventura em uma terra sem lei, não apenas eles trazem carregam um feeling humano, mas parece que o destino e suas circunstancias são tão implacáveis como seria aos seres humanos, eles lidam com sentimentos, vontades e perdas, tudo aquilo a que estamos sujeitos. Afinal, o ser humano nem sempre está destinado a finais felizes e revigorantes, onde a única coisa que persiste , inevitavelmente, é a esperança.


Janeiro 18, 2010

Os sentimentos vivem submersos dentro de nós , e vez ou outra pertubados por alguma tormenta eles sobem a superficie e ficam ali, boiando à Deriva sujeitos a uma nova onda que leva-os a praia sem dano algum ou podem ainda sofrer novamente com as inteperies de um mau tempo.Felipa se descobre só e a deriva no mar de descobertas que é a adolescência e faz da natureza seu refúgio mergulhando no mar como se fosse uma forma de se purificar e sumir dentro de si mesma , mas as vezes a unica coisa que se quer e pegar um barco e remar de volta a praia e pisar em terra firme chamada realidade.  


Conto de fadas na neve.

Janeiro 10, 2010

Hoje em dia é comum atribuir visões psicologicamente e subliminarmente sinistras e assustadoras por traz dos antigos contos de fadas quer fazem parte do nosso imaginário, mas um filme sobre vampiros se encaixaria em uma fábula ou conto de fadas?.No filme sueco  Deixe ela entrar isso é possível é o fascínio sobre histórias de vampiros ganha sim  aspecto poético, lúdico e mágico que os contos de fadas tem. A jovem vampira de 12 anos “há muito tempo” Eli, ganha ares de branca de neve que mordeu uma maçã enfeitiçada com sangue de vampiro tornando-se ela também sugadora de sangue assassina mas que conserva de certa forma a candura infantil condizente com a idade que “tem” .A história se passa em um lugar onde tem muita neve, contribuindo ainda mais para esta atmosfera fabulosa da branca de neve, onde o vermelho do sangue sempre é destacado na neve. Nossa princesa vampira encontra no menino Oskar a imagem do possível príncipe encantado, mas que não pode tirar sua terrível maldição, mas no mínimo dar a ela um pouco de humanidade de ter, ao que parece, momentos de uma menina comum de sua idade.


Todos temos nossas noites de Blueberry.

Janeiro 6, 2010

Esse é o tipo de filme que conta mais do que propõe, é tudo incomodamente simples, incomoda por que é verdade. Por que em meio em tantas tortas de sabores diferentes uma sempre sobra? A algo de errado com ela?o problema e justamente esse, não há nada de errado, se houvesse, tudo seria mais fácil, e ela iria sem culpa pro lixo, mas a vida não é fácil e ela acaba indo pro lixo injustamente, e por que? Por que simplesmente ninguém pediu uma fatia dela, a vida é feita de escolhas e nos preocupamos tanto com nossas próprias escolhas que não damos importância alguma para as outras opções, lógico, do contrario cairíamos em duvida, e não há nada pior que a dúvida, mas é importante saber e ter um pouco de consciência de saber que alguém, em uma noite qualquer, uma má noite que seja, se alegraria justamente com o doce sabor daquela torta que iria pro lixo, mesmo que em sua opinião não seja a melhor torta de todas,mas nem por isso deixa de ser menos saborosa, as vezes depende se quem a serve, do lugar, do entorno e da situação afinal, sua escolha acabou sendo uma boa escolha,e tudo por que você percebeu isso.há tantas maneiras de se ser descartado quanto há chances de ser eleito,e sofrer conseqüências dessas escolhas, mesmo sendo as certas ou as erradas, é saber que se esta perdido, mas não fraco. È  tudo questão olhar um pouco pra dentro e um pouco pra fora, principalmente pra fora, pois o que acontece dentro nós temos conhecimento mas o que  acontece lá fora não conhecemos direito. Sabemos que se paga muito caro pela ingenuidade( a que não é sem auto-conhecimento) e por confiar demais nas pessoas, é caro, mas se paga, sem arrependimento, por que amoeda oscila, ora é um jaguar novinho, hora é o grande amor da sua vida, hora e uma viagem(ou duas) ou ate mesmo vira a bagatela de uma fatia de torta de Blueberry que muda tudo.

Kar Wai sintoniza perfeitamente o Jude e a Norah

Kar Wai sintoniza perfeitamente o Jude e a Norah

P.S Não poderia ter escrito esse texto tão bom assim em outro momento. E foi único dentre os últimos que realmente tem a cara do cinehall e o honra a que veio.

Dedico este post  David, e para todos que já tiveram suas noites de blueberry.

Natalie inpecável em suas "poker faces".

A vida em uma vitrine. ao olharmos pra dentro da vitrine dos cafés, vemos as coisas acontecerem.


Avatar

Dezembro 31, 2009

Ao contrario de histórias que vemos constantemente que falam da destruição da terra, Avatar nos remete justamente o oposto.A história se passa em outra época, um futuro qualquer, em um outro planeta, em uma galáxia qualquer, mas é impossível não nos inserirmos nesta realidade diferente e fazer de Pandora o retrato perfeito da terra,claro, se sua espécie humana não fizesse de tudo para destruir seu lar ao invés de integrar-se a natureza e evoluir junto com ela e não sair correndo na frente e deixar a terra “comendo poeira”. Vemos em Pandora tudo aquilo em poderíamos chegar um dia, uma atmosfera tão forte que potencializaria em umas cem vezes a capacidade da fauna e da flora e de tudo que compõe a natureza como a conhecemos hoje, oxigênio? reles componente do ar neste novo mundo. Os Na’vi seria a plenitude da evolução humana, ter “basicamente” uns 3 metros de altura seria uma vantagem e tanto.Longe de pretensões religiosas  nos perguntamos a todo momento como aquele tipo de vida nasceu, não seria nada mal James Cameron nos brindar com o que seria a “gênese de pandora” ou algo do tipo, mas talvez a graça esteja justamente ai,fazer com que nós mesmos criemos uma gênese para pandora na nossa imaginação ou até mesmo sonhar que a gênese de pandora esteja mesmo em um decadente, degradável, degradante e destoante  planetinha chamado terra.




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